
A Casa ÁLVARO de CAMPOS realiza, segunda-feira,26 de Abril, no Restaurante Mourão, em Santa Luzia, pelas 19:30, a tertúlia « A passagem das horas», sendo o convidado o presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho.


Visite, no átrio da nossa biblioteca, a exposição concebida pelas turmas 11º A1, A2 e A3, sob a orientação da professora de Filosofia, Maria Alberta Fitas. A mesma reflecte o trabalho realizado durante e após a visita à exposição de Rico Sequeira, «Hops! Tom & Rico», que esteve patente no Palácio da Galeria em Tavira.
Sem a música, a vida seria um erro
Nietzsche
As duas visitas que realizámos, este ano lectivo, ao Palácio da Galeria tiveram uma repercussão muito interessante nos conhecimentos e nas relações afectivas, que se desencadearam, entre os intervenientes. Assim que se agendou a primeira visita, gerou-se uma inquietação, um desejo de conhecer e desvendar que se ia exprimindo na pergunta," O que vamos ver?", "Será que nos vai agradar?", "Já fomos ver uma exposição. Será que a segunda nos traz algo de novo?". E lá fomos procurar acalmar esta ânsia. À medida que explorávamos, interpretávamos e compreendíamos instalava-se uma satisfação, por nos estarmos a tornar mais completos, mais humanos. Mais ainda, em retrospectiva, verificámos que entre as duas exposições havia um fio condutor estimulante: a presença da evocação das memórias da infância. Este extraordinário ingrediente esbate o presente, inocenta-o e adoça-o.
Ora se a Filosofia é, antes de mais, criação de pensamento, e daí as suas repercussões que atravessam toda a cultura, a arte e o conhecimento, constatamos que a obra de arte também nos faz pensar. De facto, a obra de arte explica, tanto quanto a ciência e a filosofia, e até nos reconcilia com o mundo. Então, olhamos para ela e vemos. É claro que, com os ensinamentos que colhemos, através destas exposições, somos levados a rejeitar os anúncios de morte da arte. Temos a certeza que ela se vai vivificando fora dos cânones, escolas ou movimentos em que a procuraram encerrar e dos quais sempre se libertou.
A última exposição visitada, a de Rico Sequeira, da qual se mostra este reflexo, espelha bem o pluralismo do que é a arte: abstracção, realismo, minimalismo, expressionismo, pintura, cerâmica, desenho, plástico, tecido, serigrafia, tecnologia, passado, presente, denúncia, divertimento, cor, exuberância, tudo se desenvolve de uma forma harmoniosa, criativa e muito pedagógica.
É assim que cada um de nós, consoante a sua sensibilidade, personalidade, interesses e experiências se apropriou da leitura histórica e única que o artista fez do seu tempo e a renovará dentro de si.
Prof.ª Maria Alberta Fitas, Abril 2010








No passado dia 5 de Março, a nossa escola solidarizou-se com a Madeira e criou um evento «Tavira pela Madeira» que decorreu no Cine-Teatro António Pinheiro. Foram sobretudo os alunos que abraçaram esta causa, dando sentido ao conceito de solidariedade. Eles souberam mostrar que os jovens protagonizam valores, muitas vezes esquecidos no quotidiano cinzento, provando que a auto realização também passa pelo gosto de criar para os outros, sendo, deste modo, um exemplo também para os adultos.
O espectáculo iniciou com um filme realizado por um dos nossos alunos, Raul Faria, seguido de um momento de poesia pela professora bibliotecária Ana Cristina Matias, acompanhada ao piano por Mariana Morais. Foram ditos “A tempestade”, de Alexandre Herculano, e “Em silêncio descobri essa cidade no mapa”, de Herberto Hélder, poeta natural do Funchal. Seguiram-se a Mariana Morais, o Fábio Guerreiro e o “nosso José Cid”. 








Foi uma noite bem animada em que todos, organizadores, participantes e público deram o seu contributo para minorar a situação difícil em que a Madeira e os seus habitantes se encontram.
Maria Helena Vieira da Silva, Auto-retrato
Apreciação crítica da obra O Último Beijo, de Luanne Rice


