BIBLIBLOGUE ESJAC - TAVIRA

Blogue da Biblioteca da Escola Secundária do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia - Tavira. "LER É SONHAR PELA MÃO DE OUTREM." Fernando Pessoa (Bernardo Soares), Livro do Desassossego.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma leitura de «O Sorriso das Estrelas», de Nicholas Sparks








Amo-te por tudo o que partilhámos e já te amo, por antecipação, por tudo o que ainda temos para viver.”



Sei que estás a sofrer, e sofro contigo,
mas és mãe e não podes continuar a agir dessa forma.”
“ Nesse momento aquele homem que me havia salvado a vida pediu-me perdão.”


Título: O sorriso das estrelas
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Editorial Presença
Edição: 18ª edição






A capa apresenta-nos uma imagem com dois cadeirões, um bule, e uma cómoda, talvez um cenário de alguma parte da história. Pelo título , imagino uma história em que irá morrer alguém, talvez, porque costuma-se dizer, principalmente às crianças, que quando alguém morre vai para o céu e que é uma das suas estrelas.




Resumo:A história principal gira em torno de um grande amor, entre Adrienne Willis e Paul Flanner. Adrienne era uma mulher corajosa que conseguiu criar e educar os seus três filhos, mesmo depois de o seu marido a ter “trocado” por uma mulher mais nova.
Passados muitos anos, a filha, Amanda, fica viúva e precisa desesperadamente da sua ajuda. Então, a mãe resolve contar-lhe o seu maior segredo. Há catorze anos atrás, depois do divórcio com o marido, Adrienne foi passar um fim-de-semana em Rodanthe, com o objectivo de tomar conta da estalagem de uma amiga, enquanto esta estaria num casamento. Adrienne recebe o único hóspede, Paul Flanner, que por coincidência também havia acabado de sair de uma relação.
Nesse fim-de-semana, Paul e Adrienne vivem uma paixão inesquecível que irá mudar as suas vidas. Depois, Paul parte para o Equador, onde se vai encontrar com o filho, embora prometam um ao outro que vão esperar um pelo outro até que ele possa vir ter com Adrienne.
Porém, é nessa viagem que Paul faz, que morre ao tentar salvar o filho. Adrienne sabe da trágica notícia, por uma carta que Mark, filho de Paul, lhe escreve a contar o sucedido.

Apreciação do leitor:
Adorei O Sorriso das Estrelas. Acho que é um livro bastante interessante e com o qual se pode aprender muito. É um exemplo de que quando um familiar ou amigo nosso morre, não devemos baixar os braços, devemos seguir em frente e encarar a vida. Devemos pensar que nada há a fazer para deixarmos de sofrer, temos é que viver.

Aconselho esta obra, pois tem uma história muito emocionante e marcante. E pode ser adequada à nossa vida, o que a torna mais intensa. É de leitura bastante fácil e cativante e conta uma excelente história de amor que deixa qualquer um apaixonado.


Mariana Carrusca, 12º A3

terça-feira, 2 de março de 2010

Uma leitura de «Gente Singular», de Manuel Teixeira Gomes

“ – Neste baú há mistério. Quem sabe se enquanto ele estava confiando à guarda desse macrocéfalo que diz, lhe não meteram dentro um morto ou…o que seria pior…um vivo…”“ – Foi (…) o malvado boticário que nos enganou… Nós para estrearmos dignamente a nossa retrete, que custou mais de trezentos mil réis, pusemos tártaro emético no café do Reverendo Padre e, ou porque fosse de mais ou não sabemos, o pobrezinho está muito mal…”



O conto “Gente Singular", incluído em colectânea a que deu título, saiu em 1909 e é sobremaneira representativo de uma obra que, como escreveu David Mourão-Ferreira, "pela subtilíssima dosagem de instinto e inteligência, de sensualismo e de humor, de plenitude física e de bom gosto cultural, não encontra paralelo em toda a literatura portuguesa". O seu autor é Manuel Teixeira Gomes.


O AUTOR
Manuel Teixeira-Gomes nasceu na Vila Nova de Portimão, em 27 de Maio de 1860, descendente de uma família algarvia de comerciantes de frutos secos, e apesar de uma existência dispersiva e cosmopolita sempre ao Algarve e à sua paisagem natural e humana se conservou fiel, dedicando-lhes as páginas mais vibrantes do seu incomparável estro literário. Acabou por morrer em Bougie, na Argélia, em 18 de Outubro de 1941. Porém, só em 1950 é que os seus restos mortais são enviados para Portugal.
Com a implantação da República foi diplomata em Londres e Madrid, depois Presidente da República entre 1923 e 1925. No ano seguinte, voluntariamente, exilou-se para sempre. Foi ainda Escritor, Politico e Comerciante.
Além de Gente Singular (1909), publicou ainda: Inventário de Junho (1899), Cartas sem Moral Nenhuma (1904), Agosto Azul (1904), Sabrina Freire (1905), Desenhos e Anedotas de João de Deus (1907), Cartas a Columbano (1932), Novelas Eróticas (1935), Regressos (1935), Miscelânea (1937), Maria Adelaide (1938) e Carnaval Literário (1938).
O CONTO
Ao associar o título Gente Singular à sua respectiva capa, posso afirmar que existe uma relação clara entre estes. Na capa observamos três figuras um pouco “estranhas” que nos fazem lembrar os eternos monstros que atormentam os mais graúdos. Antes de ler a obra, diria que esta nos conta a história de três seres inofensivos iguais a todos os outros (gente singular) mas que, por serem diferentes fisicamente, são rejeitados por todos os que convivem no mesmo meio que eles.

“ (…) quem nunca viu na rua ou na igreja esses monstros apocalípticos não poderá julgar da propriedade com que eu, para mais desprevenido, capitulei as três estranhas aparições de ursos com tromba de elefante.”ResumoPor motivos profissionais, Pedro Carneiro é forçado a mudar-se temporariamente para Faro. Como se não bastassem as circunstâncias desta migração involuntária, o protagonista vai ver-se envolvido em situações que intensificarão essencialmente a associação do Algarve a uma “terra hostil”. Se a viagem da sua terra natal até à capital algarvia é descrita como uma “calamitosa jornada”, devido às pouco desenvolvidas vias de comunicação norte-sul de que o país dos finais do século XIX dispunha, a verdade é que a estada do protagonista não será animadora o suficiente para compensar ou mesmo até fazer esquecer os sacrifícios da longa e interminável viagem.
À chegada à recomendada casa de Monsenhor Romualdo Simas e das suas três irmãs (Sebastiana, Prudência e Faustina), local onde ficaria hospedado apenas por uma noite, Pedro é confrontado com uma recepção estranha, caracterizada pela morte da mãe dos anfitriões. E é na cerimónia de vigília da defunta que o protagonista assiste aos primeiros indícios da insanidade do clã fraternal, começando pelo ritual bizarro das irmãs, que, disfarçadas com trombas de elefantes, pularam e gritaram em redor da mãe, numa tentativa de certificação do seu estado do cadáver, acabando com o carácter caprichoso e infantil de Monsenhor Simas que com orgulho mostrara ao seu hóspede o mecanismo que inventara para produzir o ruído da chuva, sem o qual nunca conseguia adormecer.
Depois de um período de afastamento, Pedro, como quem dá uma segunda oportunidade, começa a frequentar com mais assiduidade a casa de Monsenhor Simas e suas irmãs, por julgar que estes haviam amadurecido os seus comportamentos. Contudo, dias antes do regresso ao norte, decorrente da tão desejada transferência para Braga, vivencia, em casa dos irmãos, juntamente com vários convidados, alguns ilustres da classe eclesiástica, a inauguração de uma obra singular: E como se esta revelação não bastasse para surpreender aquele que relata o episódio e aquele que o lê, desvenda-se no final do conto que as manas, ciosas por uma estreia em grande da retrete, foram cúmplices do mau estar intestinal do pobre Reverendo Padre.

Apreciação crítica

Em Gente Singular, Manuel Teixeira Gomes, através de um estilo elegante e linguisticamente irrepreensível, concebe uma crítica nitidamente dirigida às atitudes, valores e modos de estar da sociedade burguesa e clerical algarvia da época em estudo. Por isso, esta obra fez-me reflectir sobre todas as atitudes, valores e modos de estar da sociedade burguesa do século XIX em Portugal. Como podemos ver, com a leitura da obra, há personagens portadores de uma personalidade de grande imaturidade, como é o caso de Monsenhor Simas. Outro tema que também ganha bastante importância é o modo como as estratégias que utilizavam para atingir os seus objectivos eram das mais surpreendentes possíveis, como aconteceu quando as três irmãs colocaram tártaro emético no café do Reverendo Padre para que este se sentisse indisposto.
Comparando o século XIX com o XXI, afirmo de bom grado que muita coisa mudou. No entanto, parece que muitas pessoas continuam a cometer acções de grande imaturidade e para conseguirem rasgar a meta passam por cima de quem for preciso. Parece que o famoso ditado popular “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” não se enquadra muito bem no tema, é verdade que os tempos se mudaram, já a mentalidade de algumas pessoas parece ter ficado congelada, intacta.

Bárbara Ferreira, 12º C1

Uma leitura de «A Sombra do Vento», de Carlos Ruiz Zafón

Na Sombra da Crítica

A obra A Sombra do Vento é um dos livros mais vendidos em Espanha. O primeiro impacto que podemos ter ao visualizar o livro é que este se trata de uma escrita séria para um público-alvo mais velho, pois na capa encontram-se duas pessoas, possivelmente pai e filho, a passear numa rua, num dia nublado. Quanto à contra-capa, apenas se encontra uma fotografia do autor, sem grande notabilidade.


Esta obra é o sexto livro do autor. Carlos Ruiz Zafón, nascido, em Barcelona, em 1964, é um dos mais célebres escritores de Espanha, tendo já ganho o prémio Ebedé de literatura com o seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa. O seu livro de maior sucesso é A Sombra do Vento, pois este já vendeu mais de seis milhões de cópias pelo mundo. As suas obras são traduzidas em mais de quarenta línguas, tornando-o numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos.


A Sombra do Vento conta-nos uma história passada em Barcelona, na primeira metade do séc. XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós - guerra. A personagem principal é um rapaz chamado Daniel, órfão de mãe, que quando está prestes a fazer onze anos de idade, o seu pai leva-o ao cemitério dos livros esquecidos. Este escolhe um livro intitulado A Sombra do Vento. O mistério começa quando não existem outros livros do autor à venda e Daniel é quem tem o único exemplar da obra, já que os outros tinham sido todos queimados. Então, o mistério começa a surgir. Onde será que estão o resto dos livros? Por que terão sido queimados? A única certeza é que quem acaba por ler um livro daquele autor envolve-se de tal maneira na história que apenas quer mais e mais livros do mesmo.


Um momento que me marcou nesta história foi quando Daniel falou sobre uma caneta que já teria pertencido a Victor Hugo. Daniel sempre pensou em escrever uma carta à sua mãe mas acabou por desistir dessa idéia, começando a escrever uma obra-prima. O seu pai ofereceu-lhe um lápis para este poder escrever, mas tinha uma fixação tão grande pela caneta que dizia que apenas conseguia ter uma obra-prima se conseguisse escrever com a caneta.


“ Uma anemia de invenção assolava a minha sintaxe e os meus voos metafóricos recordavam-me os dos anúncios de banhos efervescentes para os pés que costumava ler nas paragens dos eléctricos. Eu culpava o lápis e ansiava pela caneta que havia de me converter num mestre”
(p. 44)


Quanto à escrita do autor, este recorre ao discurso directo, usa muitas descrições e dá grande uso às comparações e metáforas.


Na minha opinião, esta obra é algo de outro mundo. Trata-se de um livro sobre outro livro. Mexe com as emoções, devido ao facto de a personagem principal não ter mãe e pelo mistério do que aconteceu ao autor do livro. Considero esta obra sublime e há-de ser, tal como se encontra na obra, um livro que manterei sempre vivo.


ZAFÓN, Carlos, A Sombra do Vento, tradução de J. Aguilar, 8ª ed., Dom Quixote, Lisboa, 2006, 507 p. (Ficção Universal).


Rafael Santos, 12º A2

segunda-feira, 1 de março de 2010

Em memória do professor Duarte Rosa




Poema compilado por Ivan Daniel e João Cavaco, 10º TCOM

Em memória do professor Duarte Rosa


Miguel Mariano, 10º TCOM

Em memória do professor Duarte Rosa

Em memória do professor Duarte Rosa

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.…

Luís de Camões






Não o esqueceremos. A sua dedicação, o seu trabalho, o seu carinho, jamais serão esquecidos, ficarão plantados nos nossos corações.


Pedro Felício, 10º TCOM