BIBLIBLOGUE ESJAC - TAVIRA
sábado, 30 de maio de 2026
Leituras Vivas
segunda-feira, 18 de maio de 2026
segunda-feira, 11 de maio de 2026
domingo, 26 de abril de 2026
HUMANIDADE – A ESPÉCIE QUE APRENDEU A SONHAR
No meio do vazio preenchido por planetas estranhos e estrelas brilhantes, estamos nós… Os únicos seres (até onde sabemos) capazes de olhar para cima e perceber a beleza e complexidade do que vemos.
Há muito tempo, descobrimos o fogo, o que nos abriu uma porta enorme para estratégias diferentes ao longo do nosso dia a dia. Podíamos ter parado aí, mas não o fizemos.
Cada vez mais coisas foram reveladas pela nossa mente, maneiras de perceber o imperceptível, regras introduzidas no que não fazia sentido.
Até que surgiu um sonho, uma visão de “atravessar o céu” de forma a poder tocar no que víamos ao longe. Todos sabiam que não era uma tarefa fácil, mas somos humanos e nascemos humanos por alguma razão.
A era industrial chega, a tecnologia começa a avançar a todo o vapor e finalmente essa ideia completa-se com foguetões.
Foram criadas empresas como a NASA, que originou missões espaciais mundialmente conhecidas como as Apollo, que revolucionaram a perceção que se tinha acerca da Lua. Superamos as expectativas de todos, e recentemente voltámos a fazê-lo com as missões Artemis.
O mundo parou ao saber que fomos tão sonhadores como há 50 anos.
Isto tudo não só prova que ir à Lua é possível, mas também que nada é absurdo o suficiente para nós. Somos imparáveis porque somos humanos.
A palavra “humanidade” tem o seu peso porque o que nos define não é só termos pernas e braços, mas uma curiosidade insaciável, capaz de nos levar por caminhos nunca antes explorados.
Não podemos perder isso, porque ser humano é sonhar. E inovar é o melhor que fazemos.
Aluno Rafael Galhardo, do 12.ºA3
quinta-feira, 23 de abril de 2026
O DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR
O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor celebra-se a 23 de abril e foi instituído pela UNESCO.
Esta data tem como objetivo promover o gosto pela leitura e valorizar os livros como instrumentos de conhecimento.
Também destaca a importância da proteção dos direitos de autor, reconhecendo o trabalho dos escritores.
A escolha do dia está ligada a autores como William Shakespeare e Miguel de Cervantes, que faleceram nesta data.
Em Portugal, várias bibliotecas, escolas e livrarias organizam atividades especiais. São comuns feiras do livro, sessões de leitura e encontros com escritores.
A leitura é essencial para o desenvolvimento do pensamento crítico e da imaginação. Além disso, contribui para o enriquecimento cultural e pessoal de cada indivíduo.
A proteção dos direitos de autor garante que os criadores sejam reconhecidos e recompensados.
Celebrar este dia é incentivar uma sociedade mais informada, criativa e consciente.
Vitalina D. Cavaco – Professora do grupo 500 – Matemática
terça-feira, 14 de abril de 2026
segunda-feira, 30 de março de 2026
EU SOU QUEM SOU
Eu sou quem sou, e não vou deixar de o ser.
Só porque o chão é mais azul, ou porque as portas rangem. Vozes incómodas sem fim,
Apedrejam os meus sapatos,
Até que caia no buraco de onde vêm.
Tenho amor pelo meu ser,
Mas tenho medo de o perder pela brisa quente, Brisa que faz o ar arder feito carvão,
Queimando mais até não sobrar coisa nenhuma. O fogo consome, sem misericórdia.
Não gosto disso,
Nem nunca hei de gostar.
Alma dominada pelo medo,
São sonhos escritos em papel sem tinta, Inúteis nas mãos de quem não tenta, Porque tem medo de não conseguir.
Chuva miúda completa as ruas, Borra obras de arte futuristas.
Navegamos por mares perigosos, Ondas deixam gaivotas tontas, Canhões perfuram as embarcações, Munições dominadas pela vergonha Não são bem vindas no meu barco.
Aluno: Rafael Galhardo 12º A3
QUERIDO FUTEBOL
Querido futebol.
Desde o momento em que o meu pai te apresentou,
E imaginava no meu quarto como ganhava a Champions league com um golo de bicicleta.
Eu percebi,
Que não ias ser só mais uma coisa na minha vida.
Quando vi as jogadas do Messi,
A dedicação do Ronaldo,
A coragem do Abidal,
Eu percebi que não era apenas regras que me ensinavas.
Eras só contexto na minha vida,
Até passares a tornar te parte dela
E mesmo depois de me dares tantas tristezas:
Desilusões,
Injustiças,
Me fazeres chorar e destruíres-me
Eu percebi que era no campo que queria passar o resto da minha vida
Pois tu não eras só algo nela
Mas sim tudo.
Aluno: Duarte Encarnação 12.ºA3
quarta-feira, 25 de março de 2026
sexta-feira, 20 de março de 2026
sábado, 14 de março de 2026
Projeto Ler para (entre)ter
A referida apresentação teve como mote o tema do Amor, que, sendo um dos sentimentos mais universais da experiência humana, atravessa o tempo, as idades e as culturas, assumindo muitas formas: o amor romântico, o amor vivido na saudade, o amor que conforta, que espera e que permanece na memória.
Nesta sessão, levámos poemas e canções que falam desse amor — palavras e melodias que muitos conheceram ao longo da vida e que continuam a emocionar. Ao partilhá-los, não pretendemos celebrar apenas a literatura e a música, mas também as histórias, as vivências e os afetos de quem nos escutou.
E ainda... antecipando-nos a qualquer epíteto delicodoce com que nos quisessem etiquetar, fomos ao baú e levámos também as Cartas de Amor pessoanas, para arremessar a qualquer um que ousasse sequer apoucar este caleidoscópico sentimento e o considerasse Ridículo.
Não foi necessário. Mas foram lidas e ficou claro que este vínculo que nos une a todos, quando é verdadeiro, não envelhece: transforma-se em memória, em gesto, em canção.
Ao lermos estes poemas e cantarmos estas músicas, não estivemos apenas a recordar o passado, mas a criar um momento de encontro no presente. Sentimos que cada palavra e melodia foram um abraço, um reconhecimento e uma forma de dizer que cada história de amor vivida continua a ter valor, significado e beleza, num encontro entre quem inicia agora a descoberta e quem já tanto descobriu porque já muito viveu.
Professora: Margarida Pereira
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
SABES A ORIGEM DO DIA DE S. VALENTIM/DIA DOS NAMORADOS?
Em Portugal, esta celebração só adquiriu maior relevância ao longo do século XX, não fazendo parte das tradições populares antigas. Até à primeira metade do século, o Dia dos Namorados era pouco assinalado, uma vez que as relações amorosas eram vividas de forma reservada e o casamento estava fortemente ligado à religião e à família.
A partir das décadas de 1950 e 1960, a influência cultural estrangeira, difundida através do cinema, da imprensa e da televisão, contribuiu para a divulgação do Dia de São Valentim em Portugal. Na segunda metade do século, o comércio e os meios de comunicação social desempenharam um papel determinante na sua popularização.
Professora Vitalina Cavaco, docente de Macs
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Entrudo ou Carnaval – uma tradição milenar
Em 2019 o Carnaval de Podence foi classificado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. Esta tradição, típica de Trás-os-Montes, simboliza a passagem do inverno para a primavera, sendo o chocalhar um ato de fertilidade e renovação.
Mas qual é a origem do Carnaval?
Em termos etimológicos, a palavra Carnaval deriva do latim carne, vale!, “adeus, carne!”, pois assinala um período que os cristãos celebravam antes do começo do jejum da Páscoa.
Entrudo provém da palavra latina Introitus, que significa “entrada”, ou seja, entrada na Quaresma, logo no dia seguinte, na quarta-feira de Cinzas.
Mas, na verdade, as tradições do Entrudo precedem o Carnaval e têm raízes milenares celtas que celebravam a passagem do inverno para a primavera. Razão pela qual, a maioria dos carnavais tradicionais se encontram mais a norte de Portugal e no interior, onde a força da religião se fez sentir, mas não o suficiente para fazer desaparecer estes usos e costumes.
Tradições Principais e Regionais:
• Caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros): Figuras diabólicas com fatos coloridos de franjas e chocalhos, representando a fertilidade e a energia.
• Entrudo de Lazarim (Lamego): Famoso pelas máscaras de madeira esculpidas, inclui queima do compadre e da comadre.
• Festa dos Compadres (Lazarim/Lousã): focada na sátira e inversão de papéis entre homens e mulheres.
Figuras típicas do Carnaval:
• Os Zés Pereiras são homens que tocam bombos e gaitas de foles.
• Os cabeçudos, com as suas cabeças gigantes realçadas num corpo pequeno, existem desde 1935.
• As matrafonas são homens mascarados de mulheres. Surgiram em 1926 e apresentam-se de forma desajeitada e cómica.
São estas as raízes das festividades carnavalescas portuguesas, muito anteriores às influências vindas do outro lado do Atlântico.
Professora Lina Correia
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026


















