Eu sou quem sou, e não vou deixar de o ser.
Só porque o chão é mais azul, ou porque as portas rangem. Vozes incómodas sem fim,
Apedrejam os meus sapatos,
Até que caia no buraco de onde vêm.
Tenho amor pelo meu ser,
Mas tenho medo de o perder pela brisa quente, Brisa que faz o ar arder feito carvão,
Queimando mais até não sobrar coisa nenhuma. O fogo consome, sem misericórdia.
Não gosto disso,
Nem nunca hei de gostar.
Alma dominada pelo medo,
São sonhos escritos em papel sem tinta, Inúteis nas mãos de quem não tenta, Porque tem medo de não conseguir.
Chuva miúda completa as ruas, Borra obras de arte futuristas.
Navegamos por mares perigosos, Ondas deixam gaivotas tontas, Canhões perfuram as embarcações, Munições dominadas pela vergonha Não são bem vindas no meu barco.
Aluno: Rafael Galhardo 12º A3
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