BIBLIBLOGUE ESJAC - TAVIRA

Blogue da Biblioteca da Escola Secundária do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia - Tavira. "LER É SONHAR PELA MÃO DE OUTREM." Fernando Pessoa (Bernardo Soares), Livro do Desassossego.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia Internacional da Filosofia 2010 - Reflexão sobre uma questão relacionada com a Ética

Este ano, o desafio lançado pela Associação de Professores de Filosofia parte da questão « Que nos convém: prazer ou dever?, no âmbito da ética. A professora Alberta Fitas e os seus alunos das turmas A1, A2 e E, do décimo ano, requisitaram sessões de trabalho na nossa biblioteca e estão a produzir trabalhos sobre esse assunto.

A colecção que temos para uso dos nossos utilizadores tem várias obras sobre a Ética. Aqui damos destaque a três:
RACHELS, Jacques ( 2004)  Elementos de Filosofia Moral, Lisboa: Gradiva


«Um dos aspectos mais inovadores da obra é a integração de diversos problemas de ética aplicada, como a eutanásia ou os direitos dos animais, para ilustrar os problemas e teorias estudados. O leitor compreenderá assim a pertinência das teorias de Kant, Hobbes, Mill, Hume, Aristóteles, Anscombe e tantos outros dos filósofos estudados. »








                           SINGER, Peter ( 2000) Ética Prática. Lisboa: Gradiva
«Esta obra - clara, informada e muito bem argumentada - enfrenta alguns dos grandes desafios éticos do nosso tempo. Trata-se dos desafios éticos impostos pela fome no mundo, pelo equilíbrio ecológico do planeta, pela exigência de igualdade e pela moderna ciência médica, entre outros.»


SINGER, Peter ( 2004) Um só mundo: a ética da globalização. Lisboa: Gradiva
«O livro trata quatro grandes questões mundiais: as alterações climáticas, o papel da Organização Mundial do Comércio, os direitos humanos e a intervenção com fins humanitários, e a ajuda externa. Singer aborda cada uma destas questões fundamentais de uma perspectiva ética e apresenta alternativas à abordagem estadocêntrica que caracteriza actualmente a teoria e as relações internacionais.»
                                                              

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dia Internacional da Filosofia - 18 de Nov. 2010

Como noticiámos no início da semana, hoje celebra-se o Dia Internacional da Filosofia. As turmas A1, A2 e E, do 10º ano, orientadas pela professora Alberta Fitas, reservaram a Biblioteca para desenvolver a proposta de trabalho lançada pela Associação de Professores de Filosofia: uma reflexão sobre os critérios de apreciação da moralidade dos actos humanos.

Por dentro do episódio a «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan

Motivadas pela professora de filosofia Maria Alberta Fitas, as alunas Kristina e Marta, 10º , conceberam a seguinte reflexão sobre o episódio «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan:


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cosmos, de Carl Sagan


Eis uma boa sugestão de leitura que poderás requisitar para empréstimo domiciliário: Cosmos, Carl Sagan.
«Mostrando como a ciência e a civilização cresceram juntas, Cosmos é a história duma longa aventura de descoberta, a história dos homens e das forças que contribuíram para a edificação da ciência moderna»
in contracapa de
SAGAN, Carl, Cosmos, Lisboa: Gradiva, 1984 ( Ciência Aberta; 5)

Por dentro do episódio do Cosmos, «A Espinha Dorsal da Noite»















Comentário referente ao episódio da série Cosmos, “A Espinha Dorsal da Noite”, de Carl Sagan


A relação que vejo entre o vídeo a que assisti e os conteúdos dados na disciplina de Filosofia é grande. Carl Sagan diz que durante toda a nossa vida, desde o nosso primeiro batimento cardíaco até ao último suspiro, vamos evoluindo.
Podemos, com isto, estabelecer de imediato uma relação com a Filosofia. A Filosofia e, nomeadamente, os filósofos rejeitam a presunção de saber antes de começar a filosofar, tal como a criança, que ainda se encontrava em relativa ignorância do que era realmente o Mundo lá fora (ex: o local onde vivia o autor). Toda a Filosofia se baseia em interrogações (que podemos relacionar com as questões da criança) e que procura uma resposta coerente e com argumentos sólidos para a questão (tal como o jovem, que não descansaria até obter uma resposta com sentido).
Colocar questões é tão natural como respirar... Mas como teria sido a época em que a Ciência ainda não tinha respondido a muitas questões para as quais hoje já temos respostas?
Assim como no campo filosófico, na altura em que muitas questões não tinham resposta, havia várias interpretações quanto ao que eram estrelas (exemplos: chamas que eram acesas para lá do céu e que nós observávamos; gotas do leite da deusa Hera que iluminavam os céus.), também na Filosofia há várias análises e argumentações referentes ao mesmo problema (radicalidade e autonomia filosófica).


Há 25 séculos, em terras gregas, algo de novo aconteceu. Parece que todos começaram a sentir uma necessidade insaciável de obter respostas e certezas para tudo aquilo que mais os intrigava, parecia que o acto de entender todas as coisas que os rodeava era vida! Terá sido nesta altura que ocorreu a transição do Caos para o Cosmos, nomeadamente, de um universo organizado pelos deuses para um universo ordenado, com uma natureza regular e não totalmente imprevisível que originava a descoberta de factos. O Universo era compreensível!
Toda esta concepção do Mundo terá surgido na Grécia, visto ser um local isolado que não se cingia a ideias fixas e que permitia um pensamento livre. Assim é a Filosofia, uma actividade que não se baseia em algo pré-concebido, mas sim na observação e num pensamento próprio, com uma problematização inerente. A Grécia, um local de cruzamento de culturas devido à sua posição geográfica, gera uma variedade de línguas, ideias e pessoas, que obviamente resulta em Filosofia e consequentes questões filosóficas.
Foi há mais de 20 séculos que o conhecimento “desabrochou” na Grécia. Neste episódio, observam-se imensos casos como o de Tales de Mileto (que acreditava que o Mundo já fora um único mar e que a terra seca se devia a algo parecido à sedimentação), o de Anaximandro (o primeiro homem a realizar uma experiência), o de Empédocles (que se debateu com o enchimento e esvaziamento da clepsidra e descobriu o ar), o de Demócrito (que afirmava que toda a matéria era formada por átomos) e o de Pitágoras (que terá afirmado que a Terra é redonda e terá desenvolvido o famoso teorema). Mas Pitágoras dizia que as leis naturais podem ser desvendadas pelo pensamento puro, baseando-se apenas na observação sem qualquer experimentação...
Por todas as descobertas referidas anteriormente, e porque daquilo que eu sei todos eles são filósofos, podemos concluir que a Ciência e a Filosofia estão relacionadas, que obtêm respostas semelhantes, mas usam métodos diferentes até chegar a uma resposta.
Mas, afinal, qual é o método correcto? Poderá haver aqui alguma diferença? Mas, serão Ciência e Filosofia o mesmo? Será a Filosofia uma ciência?
Qualquer Ciência (Física, Biologia, Matemática, entre outras) inicia-se como Filosofia, visto que há uma sistemática curiosidade e problematização acerca de questões que normalmente não valorizamos. Logo por isto, podemos dizer que a Filosofia é uma ciência, mas num campo diferente do que a Geologia, a Química, a Geometria (que são ciências exactas), uma ciência humana.
Também percebemos que a ciência é a designação que se reserva para o que pode ser demonstrado com recurso a cálculos e experiências, para o saber que nos dá uma resposta precisa. Já a Filosofia dependendo também do pensamento humano, vive da argumentação logo, é considerada uma ciência humana.
Quem somos? Onde estamos? De onde viemos? Para onde vamos? Serão as questões que, geração após geração, surgirão para permitir uma descoberta ainda mais profunda do nosso Cosmos, do nosso amanhã... É nisto que a Filosofia e a Ciência se baseiam. Em algo por descobrir e em descobrir algo...


Carlos Moura Pereira Lucas Teixeira, nº4 do 10ºA2


FILOSOFIA – 10º Ano. Profª. Maria Alberta Fitas

terça-feira, 16 de novembro de 2010

«A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan


A nossa Biblioteca tem à disposição dos seus utilizadores toda a série Cosmos, de Carl Sagan, agora em suporte DVD.

Ocupa os teus tempos livres de forma proveitosa.

O episódio «A Espinha Dorsal da Noite» já se encontra disponível na Internet numa versão dobrada em português do Brasil:

Por dentro do episódio do Cosmos «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan

Numa das aulas de Filosofia da professora Maria Alberta Fitas foi visionado o episódio 7 da série Cosmos, de Carl Sagan. Eis uma das reflexões sobre essa actividade lectiva:



Sob o meu ponto de vista, o que achei mais importante do filme «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan, foi:

A pergunta que o narrador faz logo de início é "O que são estrelas?", algo que o intrigou desde pequeno. Como não o intrigou só a ele mas a todas as crianças, o narrador conclui que todo o ser humano nasce com vontade de saber.

Apesar de não ter encontrado facilmente a resposta, considera-se sortudo. Vive numa época em que é possível encontrar respostas para estas perguntas, obtendo-as através de diversos meios, quer práticos, quer teóricos.

Há muitos anos, no tempo dos primeiros homens, a mesma pergunta teria sido feita, o que permite concluir que ao longo dos séculos o Homem manteve a sua inteligência e curiosidade. Nesse tempo não havia como explicar certos fenómenos, por isso a partir do que conheciam faziam analogias e comparações e arranjavam respostas/soluções para os explicar, e assim, a partir desta maneira de pensar, surgiram os deuses como responsáveis por todo o Bem ou Mal que acontecia.

Anos mais tarde, apareceram homens capazes de explicar com lógica os fenómenos da Natureza - os cientistas.

Um deles, Demócrito, descobriu coisas muito importantes como os átomos e a força do ar, esta última que parecia tão óbvia - o ar - foi descoberto realmente, por isso é importante descobrir o óbvio. Mas, como era de uma cidade que na altura era motivo de anedotas, nunca foi levado muito a sério. Logo, não importa o que façamos, pois estaremos sempre condicionados pelas nossas origens.

Estes homens contradiziam o que era então considerado correcto, por isso foram perseguidos e muitas vezes mortos. Quem tem o poder, o seu maior medo é ser contraditado por alguém bem suportado.

Descobrir o Universo e saber o que são estrelas é muito mais que isso. Imaginar uma galáxia, desta escolher uma estrela, depois observar um planeta e olhar para uma forma de vida é estarmos a olhar para nós. Descobrir o Universo é descobrirmo-nos a nós próprios. O Homem é parte do Universo. O Homem é um microcosmos.

Ricardo Rolim
10º A2