BIBLIBLOGUE ESJAC - TAVIRA

Blogue da Biblioteca da Escola Secundária do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia - Tavira. "LER É SONHAR PELA MÃO DE OUTREM." Fernando Pessoa (Bernardo Soares), Livro do Desassossego.

sábado, 14 de março de 2026

Projeto Ler para (entre)ter

     No âmbito do projeto Ler para (Entre)Ter (integrado nas atividades da Rede concelhia promovida pela biblioteca da ESJAC de Bibliotecas de Tavira), que visa estimular a leitura e o diálogo intergeracional, promovendo a integração e o enriquecimento mútuo, a turma do 10ºA4 preparou uma seleção de poemas e canções, para apresentação no Lar Major Castro e Sousa, em Tavira.

    A referida apresentação teve como mote o tema do Amor, que, sendo um dos sentimentos mais universais da experiência humana, atravessa o tempo, as idades e as culturas, assumindo muitas formas: o amor romântico, o amor vivido na saudade, o amor que conforta, que espera e que permanece na memória.

    Nesta sessão, levámos poemas e canções que falam desse amor — palavras e melodias que muitos conheceram ao longo da vida e que continuam a emocionar. Ao partilhá-los, não pretendemos celebrar apenas a literatura e a música, mas também as histórias, as vivências e os afetos de quem nos escutou.


As palavras ditas e cantadas fomos buscá-las à contradição deste sentimento pela pena de Camões, à voz pueril da Cinderela de Carlos Paião, à intensidade dramática de Florbela Espanca, ao sofrimento de Rui Veloso, cuja Paixão o levou a empenhar o anel, à segurança forte e voluptuosa de Natália Correia, ao caminho incerto, mas determinante, do Homem em cujas mãos firmes os Xutos colocaram o leme, para levar a bom porto esta navegação que é a vida, a um amor feito de distância e espera, de Cecília Meireles...


     E ainda... antecipando-nos a qualquer epíteto delicodoce com que nos quisessem etiquetar, fomos ao baú e levámos também as Cartas de Amor pessoanas, para arremessar a qualquer um que ousasse sequer apoucar este caleidoscópico sentimento e o considerasse Ridículo.

     Não foi necessário. Mas foram lidas e ficou claro que este vínculo que nos une a todos, quando é verdadeiro, não envelhece: transforma-se em memória, em gesto, em canção. 

   Ao lermos estes poemas e cantarmos estas músicas, não estivemos apenas a recordar o passado, mas a criar um momento de encontro no presente. Sentimos que cada palavra e melodia foram um abraço, um reconhecimento e uma forma de dizer que cada história de amor vivida continua a ter valor, significado e beleza, num encontro entre quem inicia agora a descoberta e quem já tanto descobriu porque já muito viveu.

                                                                                                Professora: Margarida Pereira


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

SABES A ORIGEM DO DIA DE S. VALENTIM/DIA DOS NAMORADOS?

O Dia dos Namorados, celebrado a 14 de Fevereiro, tem origem na tradição cristã associada a São Valentim, um mártir do século III. De acordo com a tradição, São Valentim celebrava casamentos em segredo, contrariando as ordens do imperador romano Cláudio II, que proibia o matrimónio entre jovens soldados. Executado a 14 de Fevereiro, o seu nome ficou associado ao AMOR e à união entre casais, associação que se consolidou na Europa, durante a Idade Média.

Em Portugal, esta celebração só adquiriu maior relevância ao longo do século XX, não fazendo parte das tradições populares antigas. Até à primeira metade do século, o Dia dos Namorados era pouco assinalado, uma vez que as relações amorosas eram vividas de forma reservada e o casamento estava fortemente ligado à religião e à família.

A partir das décadas de 1950 e 1960, a influência cultural estrangeira, difundida através do cinema, da imprensa e da televisão, contribuiu para a divulgação do Dia de São Valentim em Portugal. Na segunda metade do século, o comércio e os meios de comunicação social desempenharam um papel determinante na sua popularização.       

Professora Vitalina Cavaco, docente de Macs 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Entrudo ou Carnaval – uma tradição milenar

 


No Algarve, o primeiro "Carnaval Civilizado" de Loulé, marcando o início do formato atual com desfile de carros alegóricos, realizou-se em 1906, com o intuito de substituir as formas agressivas de Entrudo anteriores.

Em 2019 o Carnaval de Podence foi classificado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. Esta tradição, típica de Trás-os-Montes, simboliza a passagem do inverno para a primavera, sendo o chocalhar um ato de fertilidade e renovação.

Mas qual é a origem do Carnaval?

Em termos etimológicos, a palavra Carnaval deriva do latim carne, vale!, “adeus, carne!”, pois assinala um período que os cristãos celebravam antes do começo do jejum da Páscoa. 

Entrudo provém da palavra latina Introitus, que significa “entrada”, ou seja, entrada na Quaresma, logo no dia seguinte, na quarta-feira de Cinzas.

Mas, na verdade, as tradições do Entrudo precedem o Carnaval e têm raízes milenares celtas que celebravam a passagem do inverno para a primavera. Razão pela qual, a maioria dos carnavais tradicionais se encontram mais a norte de Portugal e no interior, onde a força da religião se fez sentir, mas não o suficiente para fazer desaparecer estes usos e costumes.

Tradições Principais e Regionais:

Caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros): Figuras diabólicas com fatos coloridos de franjas e chocalhos, representando a fertilidade e a energia.

Entrudo de Lazarim (Lamego): Famoso pelas máscaras de madeira esculpidas, inclui queima do compadre e da comadre.

Festa dos Compadres (Lazarim/Lousã): focada na sátira e inversão de papéis entre homens e mulheres.  

Figuras típicas do Carnaval:


Os Zés Pereiras são homens que tocam bombos e gaitas de foles. 

Os cabeçudos, com as suas cabeças gigantes realçadas num corpo pequeno, existem desde 1935. 

As matrafonas são homens mascarados de mulheres. Surgiram em 1926 e apresentam-se de forma desajeitada e cómica.

São estas as raízes das festividades carnavalescas portuguesas, muito anteriores às influências vindas do outro lado do Atlântico.

                                                                                                  Professora Lina Correia


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 

A biblioteca da nossa escola apresenta esta uma montra temática dedicada ao bem-estar emocional, à resiliência e ao autoconhecimento, reunindo obras que dialogam diretamente com os desafios vividos pelos jovens de hoje.
Entre os livros em destaque encontra-se A Geração Ansiosa, que analisa o impacto da vida digital e das redes sociais na saúde mental dos adolescentes, promovendo reflexão sobre ansiedade, atenção e relações humanas no mundo contemporâneo.
A vertente terapêutica da leitura surge com Biblioterapia e Ler para Viver, obras que mostram como os livros podem ser instrumentos de cura interior, crescimento pessoal e compreensão da experiência humana.
A temática da superação está representada por Renascer das Cinzas, símbolo de recomeços após períodos difíceis, e por Propósito, que convida os leitores a descobrir direção, significado e valores orientadores da vida.
Para os apreciadores de narrativas mais emocionais, a montra inclui Culpa Minha, romance intenso sobre sentimentos, erros e amadurecimento, muito popular entre os jovens leitores.
Já o clássico Quem Mexeu no Meu Queijo? aborda, de forma simples e metafórica, a importância de aceitar a mudança e adaptar-se aos desafios — uma mensagem particularmente pertinente em contextos escolares e pessoais.

O professor Jorge Rosa