BIBLIBLOGUE ESJAC - TAVIRA
sexta-feira, 20 de março de 2026
sábado, 14 de março de 2026
Projeto Ler para (entre)ter
A referida apresentação teve como mote o tema do Amor, que, sendo um dos sentimentos mais universais da experiência humana, atravessa o tempo, as idades e as culturas, assumindo muitas formas: o amor romântico, o amor vivido na saudade, o amor que conforta, que espera e que permanece na memória.
Nesta sessão, levámos poemas e canções que falam desse amor — palavras e melodias que muitos conheceram ao longo da vida e que continuam a emocionar. Ao partilhá-los, não pretendemos celebrar apenas a literatura e a música, mas também as histórias, as vivências e os afetos de quem nos escutou.
E ainda... antecipando-nos a qualquer epíteto delicodoce com que nos quisessem etiquetar, fomos ao baú e levámos também as Cartas de Amor pessoanas, para arremessar a qualquer um que ousasse sequer apoucar este caleidoscópico sentimento e o considerasse Ridículo.
Não foi necessário. Mas foram lidas e ficou claro que este vínculo que nos une a todos, quando é verdadeiro, não envelhece: transforma-se em memória, em gesto, em canção.
Ao lermos estes poemas e cantarmos estas músicas, não estivemos apenas a recordar o passado, mas a criar um momento de encontro no presente. Sentimos que cada palavra e melodia foram um abraço, um reconhecimento e uma forma de dizer que cada história de amor vivida continua a ter valor, significado e beleza, num encontro entre quem inicia agora a descoberta e quem já tanto descobriu porque já muito viveu.
Professora: Margarida Pereira
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
SABES A ORIGEM DO DIA DE S. VALENTIM/DIA DOS NAMORADOS?
Em Portugal, esta celebração só adquiriu maior relevância ao longo do século XX, não fazendo parte das tradições populares antigas. Até à primeira metade do século, o Dia dos Namorados era pouco assinalado, uma vez que as relações amorosas eram vividas de forma reservada e o casamento estava fortemente ligado à religião e à família.
A partir das décadas de 1950 e 1960, a influência cultural estrangeira, difundida através do cinema, da imprensa e da televisão, contribuiu para a divulgação do Dia de São Valentim em Portugal. Na segunda metade do século, o comércio e os meios de comunicação social desempenharam um papel determinante na sua popularização.
Professora Vitalina Cavaco, docente de Macs
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Entrudo ou Carnaval – uma tradição milenar
Em 2019 o Carnaval de Podence foi classificado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. Esta tradição, típica de Trás-os-Montes, simboliza a passagem do inverno para a primavera, sendo o chocalhar um ato de fertilidade e renovação.
Mas qual é a origem do Carnaval?
Em termos etimológicos, a palavra Carnaval deriva do latim carne, vale!, “adeus, carne!”, pois assinala um período que os cristãos celebravam antes do começo do jejum da Páscoa.
Entrudo provém da palavra latina Introitus, que significa “entrada”, ou seja, entrada na Quaresma, logo no dia seguinte, na quarta-feira de Cinzas.
Mas, na verdade, as tradições do Entrudo precedem o Carnaval e têm raízes milenares celtas que celebravam a passagem do inverno para a primavera. Razão pela qual, a maioria dos carnavais tradicionais se encontram mais a norte de Portugal e no interior, onde a força da religião se fez sentir, mas não o suficiente para fazer desaparecer estes usos e costumes.
Tradições Principais e Regionais:
• Caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros): Figuras diabólicas com fatos coloridos de franjas e chocalhos, representando a fertilidade e a energia.
• Entrudo de Lazarim (Lamego): Famoso pelas máscaras de madeira esculpidas, inclui queima do compadre e da comadre.
• Festa dos Compadres (Lazarim/Lousã): focada na sátira e inversão de papéis entre homens e mulheres.
Figuras típicas do Carnaval:
• Os Zés Pereiras são homens que tocam bombos e gaitas de foles.
• Os cabeçudos, com as suas cabeças gigantes realçadas num corpo pequeno, existem desde 1935.
• As matrafonas são homens mascarados de mulheres. Surgiram em 1926 e apresentam-se de forma desajeitada e cómica.
São estas as raízes das festividades carnavalescas portuguesas, muito anteriores às influências vindas do outro lado do Atlântico.
Professora Lina Correia
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026




