sábado, 27 de fevereiro de 2010

SEMANA DA LEITURA - 1 a 5 de MARÇO

Exposição «Mendel - pai da genética»

Esteve patente, no átrio da Biblioteca, durante o mês de Fevereiro, uma exposição com trabalhos orientados pela professora Aurora Carmo.
Os alunos inscritos na disciplina de Biologia, 12º ano, turmas A1 e A3, realizaram pesquisas sobre Gregor Johann Mendel para melhor conhecer a obra e a importância deste cientista. Depois, conceberam os cartazes e a BE organizou a exposição.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Intercâmbio Tavira / Marrocos

No dia 23 de Fevereiro, pelas 14H30, no auditório da Escola Secundária 3 EB Dr. Jorge Correia – Tavira, Flávia Neto, Marta Lourenço e Sofia Pereira, alunas do 11º ano A2, os seus colegas, assim como os professores responsáveis, Ana Alves, António Rosendo e Paula Pereira, apresentaram à comunidade escolar o relatório “ilustrado” do intercâmbio cultural entre Tavira e Kénitra. Estiveram presentes o Patrono e o Director da escola, o Presidente da Câmara, o Chefe de Gabinete, Dr.ª Paula Bengala, o Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, professores e alunos. Para o conhecimento geral desta apresentação, segue-se o resumo deste relatório.



Relatório do Intercâmbio Cultural entre Tavira (Portugal) e Kénitra (Marrocos)


No âmbito da geminação das Câmaras Municipais de Tavira e Kenitra (Marrocos) realizaram-se, desde o ano lectivo de 2005/06, várias deslocações dos alunos a esta cidade, assim como tivemos o prazer de receber estudantes e professores provenientes da mesma. No ano lectivo transacto, nós, os alunos da turma do 10ºA2 acolhemos, na nossa escola e nas nossas casas, alunos da escola Takkadoum. Este ano, já no 11º ano, entre os dias doze e dezasseis de Outubro, tivemos a oportunidade de visitar não só a escola, a cidade de Kenitra, os arredores e a capital do reino, mas também mergulhar numa nova cultura.
Ser estudante é isto. Conhecer cada vez melhor o mundo em que vivemos. Viver novas experiências e constatar mais variadas diferenças entre as duas culturas evidenciadas como a gastronomia, os costumes, as tradições, a língua, a ocupação dos tempos livres, o convívio - tudo isso contribui para que alarguemos os nossos horizontes e faz com que deixemos de ser tão preconceituosos quanto às diferenças na sociedade face a uma realidade desconhecida. Após a visita dos nossos amigos marroquinos, chegou a nossa vez. Chegou o momento de assistirmos ao que poderia vir a ser uma ilusão ou desilusão em relação ao que especulávamos e foi, sem qualquer sombra de dúvida, uma das melhores experiências que já alguma vez tivemos oportunidade de vivenciar. Temos, então, como objectivo transmitir o que experienciámos, o que aprendemos, o que vimos e o que sentimos. Esperamos conseguir transmitir algum tipo de mensagem e também mostrar como esta experiência foi enriquecedora para nós e para os nossos correspondentes.
No dia doze de Outubro, por volta das seis e meia, encontrámo-nos todos à porta da Escola Secundária 3EB Dr. Jorge Correia. Neste momento, emanava em nós os sentimentos de medo e de receio, devido ao facto de nos terem sussurrado que Marrocos é um país inseguro e com poucas condições de higiene, quando comparado com o nosso. Quando saímos de Tavira, o ambiente dentro do autocarro era de grande euforia para todos nós, houve tempo e disposição para dormir, ler, rir e até cantar. Ao longo do nosso percurso até tarifa, houve três paragens aproveitámos para comer e conviver uns com os outros e assim, puder partilhar o sentimento que nos invadia. Estávamos ansiosos por chegar ao nosso destino e reencontrar de novo os nossos amigos correspondentes. Ao chegar a Tarifa, ainda esperámos um pouco pela entrada no barco. Após esta (inquieta) espera, instalámo-nos no barco e ficámos maravilhados porque era enorme e tinha uma grande variedade de serviços. A viagem até Tanger demorou cerca de meia hora e quando lá chegámos autocarro marroquino já nos esperava, juntamente com o coordenador de projecto, e nele seguimos viagem até Kénitra. Ao entrarmos em contacto directo com a cidade marroquina, o choque dominou-nos. Sentimo-nos momentaneamente arrancados do “nosso mundo”, pois tudo nos era alheio. Quando chegámos à Câmara Municipal de Kénitra, os nossos correspondentes esperavam-nos com uma calorosa recepção. Esta proporcionou-nos um grande à-vontade pois os nossos correspondentes e os respectivos familiares arrastaram-nos para uma dança tradicional. Com isto, apercebemo-nos que a indefinível cultura árabe não era melhor ou pior do que a nossa. Era apenas… diferente. Cada passo evidenciava, de uma maneira muito própria e pessoal, a cultura que os unia. Fomos como que enfeitiçados pela magia e fascínio que esse povo emanava, de tal modo que o medo e o choque sentidos no primeiro contacto foram suprimidos pela amizade e hospitalidade com que fomos recebidos. Posto isto, dirigimo-nos cada um para a casa dos seus correspondentes, de modo a que ficássemos a conhecer a família que nos aguardava.
Terça-feira, dia treze de Outubro, às nove horas encontrámo-nos todos na escola Takkadoum, onde nos foi proporcionada uma visita pela mesma. Os nossos correspondentes levaram-nos a visitar a biblioteca, o laboratório, o espaço onde decorrem as actividades físicas e, por fim, a sala dos alunos onde foi feita uma apresentação em que nos deram a conhecer alguns aspectos comuns à cultura portuguesa e marroquina. Quando a apresentação terminou, tivemos a hora do almoço livre. Os nossos correspondentes levaram-nos a almoçar ao McDonald’s e de seguida ao espaço de snooker, onde convivemos, conversámos e partilhámos bons momentos. Depois de um bom almoço prolongado dirigimo-nos para a exposição da artista Mereym El Kettani, onde vimos belas obras de arte. No mesmo local, assistimos a uma nova apresentação do Senhor Conservador da Biblioteca Regional sobre as relações luso-marroquinas. Já ao final da tarde, voltámos a reunir-nos para uma actividade extra - jogámos futebol e basquetebol – onde nos separámos por nacionalidades para ver quem ganhava o emocionante duelo. Nestes jogos amigáveis, os portugueses acabaram por sair triunfantes, mas foi como se tivéssemos empatado pois todos gozámos da vitória. Após este momento de descontracção, ao fim da tarde, reunimo-nos todos na casa de uma das alunas marroquinas, onde nos foi servido o jantar na sala típica marroquina – uma divisão só utilizada para dias de festa – e assim ficámos a conhecer um pouco mais da gastronomia e dos hábitos desta nova cultura.
Quarta-feira, dia catorze de Outubro, o nosso dia teve início às nove horas. Primeiramente dirigimo-nos a Rabat, a capital do Reino, onde começámos por visitar a Biblioteca Nacional, que ainda não tinha um ano desde a sua inauguração. De seguida, fomos a um Centro Comercial que também era bastante recente e moderno. Aí, convivemos, tirámos fotografias e almoçámos. Por volta das dezasseis horas, deslocámo-nos até à Medina de Rabat. A Medina foi um local onde constatámos uma forte tradicionalidade que (quase) nos transportou para outra dimensão - um mundo sensacional e diferente que nos proporcionou uma verdadeira visão do típico marroquino. Foi neste local que observámos as raízes marroquinas, e pudemos comprar recordações para a nossa família. Constatámos a diferença imensa que se fazia sentir entre a Medina as ruas comerciais de Portugal, e também entre a diferente forma de discutir o preço dos objectos. O único inconveniente foi o pouco tempo que tivemos para visitar este lugar mágico. Posto tudo isto, fomos então a outro monumento onde se encontrava sepultado o falecido Rei e os seus antecedentes. Aqui ficámos maravilhados com o requinte e a majestosa decoração do espaço. Seguidamente regressámos a Kénitra e os nossos correspondentes levaram-nos a um bar onde pudemos assistir ao importante jogo de Portugal - jogo este onde todos ansiavam a vitória do nosso país que, felizmente, acabou por realizar-se. Após este momento de convívio, regressámos cada um a casa do seu correspondente onde pudemos descansar e esperar pelo dia seguinte.
Quinta-feira, dia quinze de Outubro, pelas nove horas, encontrámo-nos na Escola Takkadoum onde os nossos correspondentes se dirigiram para as aulas. Mais tarde, apenas a comitiva portuguesa acompanhada pelos professores marroquinos, viajou até à Cidade de Mehdiya. Aqui, pudemos explorar todos os recantos e a história de Kasbah de Mehdiya. Posteriormente, fizemos uma visita à reserva de Sidi bou Ghaba, onde nos foi dado a conhecer a diversidade de espécies existentes naquele habitat. A hora de almoço começou a aproximar-se e dirigimo-nos à Escola Jamal Eddine Afghani, na qual nos esperava uma recepção extremamente calorosa com os alunos vestidos a preceito com uniformes iguais e todos alinhados. Aquando da nossa entrada, esperaram que se fizesse silêncio e então deram início à sua canção. Foram fortemente aplaudidos. Foram-nos oferecidos leite/chá e tâmaras recheadas com nozes. Após esta belíssima recepção, demos início à visita pela escola, onde vimos diferentes salas, incluindo a biblioteca, a sala de informática e a sala de conferências. Nesse dia, o nosso almoço foi Cous Cous e fomos ensinados pelos nossos correspondentes a comer da forma tradicional. Seguidamente ao almoço, seguimos para a fundação Mchich Sidi El Alami, onde assistimos a uma exposição sobre a conquista islâmica em Andaluzia e foi-nos oferecido o nosso nome escrito em árabe. Regressámos a casa e as raparigas portuguesas vestiram o traje tradicional marroquino que tem o nome de djellaba (veste longa, larga e de mangas compridas), para o jantar. Fomos banqueteados com uma refeição tradicional de frango, o qual também comemos à moda marroquina. Depois deste suculento jantar, permanecemos em grupo na Academia onde convivemos, conversámos, rimos, sorrimos e, por fim, até chorámos. Já pairava no ar uma mistura de emoções, mas sem dúvida que a tristeza era abundante pois a partida estava próxima e todos estávamos cientes disso.
Na Sexta-feira, dia dezasseis de Outubro, reunimo-nos às oito horas em frente à Câmara Municipal, onde esperámos pela tão receada despedida. Momentos intensos e indesejados se seguiram – já aqui se sentia a ponta de saudade que nos invadia. Ficou a promessa de que nunca esqueceríamos os maravilhosos amigos que formámos e de que nos voltaríamos a encontrar. Após alguns percalços, seguimos viagem para Tanger. O barco partiu às treze horas (marroquinas) e chegámos a Tarifa por volta das quinze horas (espanholas). Apanhámos o autocarro português que já nos esperava e iniciámos a longa viagem até Tavira, que teve uma duração aproximada de cinco horas. Quando chegámos ao nosso destino, os nossos familiares esperavam ansiosos por saber as novidades. Foi assim que terminou esta empolgante experiência, com um simples adeus, um abraço, um sorriso com uma lágrima escondida.
As mentalidades progridem. Consoante o decorrer dos tempos e à medida que vivemos novas experiências, evoluímos como pessoas autónomas. O relacionamento intercultural tem diversas vantagens, nomeadamente o desenvolvimento da autonomia, o aumento de contactos culturais, o incentivo à melhor compreensão do outro, à maior tolerância e ao respeito pela diferença. O projecto no qual participámos não fugiu à norma. Assim, consideramos que as trocas culturais proporcionadas por este intercâmbio em que estivemos envolvidos nos enriqueceram como pessoas, uma vez que fomos incentivados a compreender melhor o outro, a ser mais tolerantes e a respeitar o próximo, mesmo quando ele é diferente de nós. As aprendizagens foram muitas e profícuas no desenvolvimento cognitivo e na nossa formação humana. Percebemos que a terra é bela e rica. Apercebemo-nos da pobreza do povo e de algumas condições insalubres das suas condições de vida. No entanto, sentimos algo maravilhoso que nos inundou a alma. A terra é bela e as pessoas são belas também. Belas na aparência escondendo o encanto do seu trato: simpatia, hospitalidade, bondade. Como em todos os cantos do mundo, existe maldade e insegurança - isso não foi um achado. Esse mal está em toda a parte, às vezes sem o supormos, tão perto de nós. O que pensávamos que nos separava era a cultura própria desse povo: a burca das mulheres, a religião dos hábitos. Mas afinal somos todos um só povo - diferentes mas iguais. E é tão bom trocar sorrisos com pessoas de qualquer canto do mundo! Por isso, é ainda importante realçar, o esplendoroso laço de amizade e união que construímos, não só com os nossos correspondentes, mas também com todos os outros alunos da comitiva marroquina envolvidos no intercâmbio - hoje, vivemos com numerosas saudades dos dias que juntos passámos e das coisas que aprendemos. E é neste partilhar de emoções e de conhecimentos a adquirir que reside a importância de um intercâmbio cultural. É, por isso, importante enfatizar e louvar estas iniciativas que partiram e têm apoio logístico da Câmara Municipal de Tavira; que contaram com o apoio da Direcção Executiva da Escola 3 EB Dr. Jorge Correia - Tavira, dos Encarregados de Educação de todos os alunos intervenientes, de todos os docentes que colaboraram calorosamente, dos professores responsáveis pelo projecto, e neste ano lectivo, contou ainda com a participação do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria. Agradecemos então, mais uma vez, pela maravilhosa experiência que nos proporcionaram que, com certeza, irá deixar marcas inesquecíveis para o resto das nossas vidas. Que não se esqueça o que se aprendeu nesta experiência. Que não se desista de lutar por um mundo melhor. Os contactos entre os jovens de todo o mundo servem para construir uma grande arma: a esperança.

Flávia Neto, Marta Lourenço e Sofia Pereira, 11º A2

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vista de estudo a Mafra e a Lisboa


Nos dias 4 e 5 de Fevereiro as turmas A1 e A2 do 12.º ano realizaram uma visita de Estudo a Mafra e a Lisboa, na companhia das professoras Ana Cristina Matias, Cristina Castilho e Maria Manuela Beato.
Uma das principais actividades desenvolvidas foi a ida ao Convento de Mafra, palco da obra de José Saramago. O principal objectivo da visita ao Convento de Mafra era ajudar a compreender melhor o Memorial do Convento de José Saramago, pois o podermos observar o convento ajuda a clarificar a mensagem passada no livro.
Depois do Convento de Mafra, visitámos a Casa Fernando Pessoa, que teve como objectivo permitir conhecer mais sobre a obra e vida de Fernando Pessoa. Para além disso, a ida à casa Fernando Pessoa permitiu-nos perceber melhor parte da sua mente controversa.
Já a ida ao Museu da Electricidade deu-nos uma ajuda primordial para a matéria de Física (sobre a electricidade), que iremos abordar no futuro. Também contribuiu para percebermos as condições a que os trabalhadores se sujeitavam para fornecer electricidade à cidade de Lisboa e arredores.
Por último, visitámos o Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, onde decorria uma exposição sobre a ciência forense. Esta exposição clarificou algumas ideias erradas que poderiam haver sobre ciência forense. Ainda no Instituto Egas Moniz, visitámos a casa do crime, uma casa onde professores da universidade “inventam” um crime, que os seus alunos têm de resolver. Na nossa opinião, pareceu-nos que o curso era bastante interessante, mas que deveria dar muito trabalho
Em termos de relevância da visita de estudo para a nossa cultura geral e aprofundamento de conhecimentos científicos, consideramos que esta viagem veio ajudar a conhecer um pouco mais D. João V e a sua mulher, a rainha D. Maria Ana Josefa. Para além disso, ajudou a compreender melhor a época em que ambos viviam e o seu estilo de vida. É de salientar as condições em que viviam e a fantástica biblioteca que existe no convento.
A visita à Casa Fernando Pessoa permitiu-nos conhecer um espaço cultural dedicado a este poeta, ver alguns dos seus objectos pessoais e aprofundar conhecimentos gerais sobre o autor.

A nível de conhecimentos científicos, a ida ao Museu da Electricidade veio clarificar algumas ideias e alargar alguns conhecimentos sobre a época em que a Central Eléctrica esteve em funcionamento, mostrando-nos a evolução da tecnologia e dos diversos paradigmas que a ciência actual enfrentou.
No que respeita às relações interpessoais, esta visita de estudo permitiu um melhor relacionamento, não só entre a nossa turma (A2) como entre ambas (A1 e A2).
Como balanço final podemos afirmar que a visita de estudo foi engraçada e muito activa. Há pontos positivos a destacar, como o seu contributo para o aprofundamento de conhecimentos sobre a História de Portugal (Convento de Mafra) e o seu bom auxílio para um melhor entendimento das obras leccionadas no âmbito da disciplina de Português. Por outro lado, há pontos negativos a assinalar: o alojamento ficou um bocado aquém do desejado e a visita de estudo foi relativamente curta, pois houve pouco tempo para ver tudo o que era esperado observar e realizar todas as actividades propostas.
Por último, deixamos como sugestões para a realização de futuras visitas de estudo a ida ao Mosteiro dos Jerónimos (túmulo de Luís de Camões), ao Mosteiro de Alcobaça (túmulo de D. Pedro e Dona Inês de Castro), à Batalha (palco da grande batalha de Aljubarrota) ou à famosa Quinta das Lágrimas, em Coimbra.


Edgar Costa e Gonçalo Wolf, 12ºA2



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Visita de Estudo à Santa Casa da Misericórdia

Data da Visita: 14/01/2010
Local visitado: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Turmas participantes: 11º TAPSI e 12º TAS
Professores Acompanhantes: Isabel Lacueva; Maria Alberta Fitas; Vera Galhardo e Luís Ferreira

No passado dia 14 de Janeiro de 2010, os alunos do 11º ano do Curso Técnico de Apoio Psicossocial e os alunos do 12º ano do Curso de Animação Sociocultural realizaram uma visita de estudo à Santa Casa da Misericórdia em Lisboa. Partiu-se da escola por volta das 7:40h e chegou-se a Lisboa (Belém) por volta das 11:40h. Ao chegarmos, cada um escolheu o seu rumo, sendo que às 14:10h teriam de estar novamente no autocarro para seguir viagem ate à Santa Casa da Misericórdia.
Já no local da visita, fomos acompanhados para uma sala por duas técnicas que, muito atenciosamente, nos explicaram em que consiste o centro de apoio social de S. Bento, que tipo de actividades são aí desenvolvidas e para quem é dirigido o apoio social. Constatámos o que aprendemos em várias disciplinas, que o modo como a sociedade desenvolve as pessoas, ou as acolhe e melhora, reflecte-se no bem-estar de todos e em sociedades mais ou menos equilibradas.
De seguida, fizeram-nos uma visita guiada às instalações da instituição. Conhecemos os tipos de actividades e trabalhos que fazem e também as pessoas que lá estão. Estas pessoas que são acolhidas nesta instituição viviam nas ruas, e os técnicos, quando as encontram nessas condições, convidam-nas a visitar o centro de apoio, não obrigam ninguém a lá ir, cada pessoa tem de decidir pela sua própria consciência e vontade. Quando essas pessoas decidem ir para a instituição, encontram tudo o que necessitam, desde comida, roupa e utensílios para a sua higiene pessoal. Essas pessoas são acolhidas e é na instituição que vão desenvolvendo capacidades para se integrarem na sociedade. É através do trabalho em que se empenham que utilizam e desenvolvem ferramentas e habilidades específicas, porque em todas as sociedades os Homens têm que prover alimentos, abrigo e roupa. Na instituição, também estabelecem relações interpessoais, conhecem pessoas que também passaram pelo mesmo, trocam experiências de vida e falam sobre os projectos que têm para o futuro. Aprendem a tornar as relações interpessoais mais ricas, positivas e maduras, porque se vão compreendendo a si próprios e aos outros. Deste modo, as pessoas que estão instaladas na instituição vão-se tornando mais autónomas, confiantes e capazes de se integrar na sociedade, pois a sua auto-estima e o seu autoconceito estão elevados, logo têm uma maior autoconfiança, acreditam mais nas suas possibilidades e têm melhores resultados nas tarefas que realizam.
Vimos actividades como o trabalho em tapete de Arraiolos, pintura em madeira, pasta de papel, desenho, trabalhos de costura, entre muitos mais.
Depois de todas as explicações das técnicas, visitámos ainda a loja onde estão expostos os trabalhos da instituição, sendo que o dinheiro das vendas reverte a favor da própria instituição.
Ao terminarmos a visita, regressámos ao autocarro. Fizemos uma paragem relâmpago no Centro Comercial Vasco Da Gama. Isso foi algo que desagradou a alguns alunos. Chegámos ao local da partida às 21:30h, de uma viagem que correu bem.

Liliana Cunha, nº11, TAPSI

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Palestra UALG «Paisagens Românticas»





No dia 11 de Janeiro de 2010, a turma do 11º C assistiu a uma palestra sobre Paisagens Românticas, apresentada pela Dr.ª Sílvia Quinteiro, professora da Universidade do Algarve.
Nesta palestra aprendemos inúmeros factos importantes para podermos interpretar uma imagem. Por exemplo, é primordial detectar a diferença entre o texto literário, onde encontramos a descrição de paisagens que nos ajudam a construir o cenário da história, e o texto pictórico, que nos conduz às pinturas paisagísticas.
Tivemos a oportunidade de aprender o que é uma paisagem e que cada um a constrói de acordo com a sua percepção, que é diferente de pessoa para pessoa, mas também de acordo com a idade, valores, etc.
Fomos sensibilizados para a definição de paisagem romântica, que esta fala por si só e que, ao mesmo tempo, nos faz reflectir, transmitindo-nos diversas sensações.
Este é o período em que surgem os heróis românticos e estes apresentam as mesmas características que as paisagens. Nesta época valoriza-se o selvagem e contempla-se o natural.




Durante a palestra pudemos visionar quadros de autores românticos consagrados como David Caspar Friendrich, o que foi esclarecedor. Nestas obras apercebemo-nos que a paisagem em si conta a história e que há sempre um ser humano presente nas pinturas. Normalmente, o homem romântico desfruta da paisagem e as personagens que neles surgem são homens endinheirados e com gosto pela viagem, excluindo, assim, pinturas de pessoas a trabalhar no campo ou em outro tipo de paisagens semelhantes.
Constatámos também que, normalmente, são as figuras terríveis que procuram este tipo de cenário. Nesta situação, a imensidão e o silêncio são muito importantes na pintura. A Dr.ª Sílvia Quinteiro mostrou-nos que “o sublime” é indispensável para a percepção de paisagens românticas, é tudo aquilo que provoca o gelar do corpo e das faculdades e que é no terror que podemos observar o sublime, o belo, o obscuro, o poder, o infinito, etc.
Esta palestra foi bastante importante pois nela aprendemos o quão indispensáveis são as paisagens na literatura ou na pintura do período romântico.

Ariana Cruz
11º C, nº 7

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Poder das Plantas


No dia 4 de Fevereiro de 2010, um grupo de trabalho do 12º A3 realizou, na Sala de Convívio, uma prova de chás e amostra de plantas medicinais, no âmbito de um trabalho da Área de Projecto cujo tema é Medicina Complementar.
Na actividade, demos a conhecer à comunidade escolar os benefícios medicinais de algumas plantas através de infusões de erva-príncipe, erva-cidreira, camomila, flor-de-laranjeira e limão, tendo também exposto outras plantas como aloé vera, alho, cenoura, salsa e anis-estrelado.
A dinâmica teve bastante adesão por parte de toda a comunidade escolar e até superou as nossas expectativas.

Cátia Soares, Marcília Vitória, Mariana Carrusca e Tatiana Dias, 12º A3