quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Votos de ano novo

Determinação, persistência e trabalho metódico, certamente, conduzir-nos-ão ao sucesso.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Conto de natal

Para bem assinalar o Natal, convidamos os nossos leitores a ler e a ouvir ler o conto "Natal Chinês", extraído da obra A China fica ao lado (1968), de Maria Ondina Braga, disponibilizado pelo Instituto Camões.
Clique aqui.

BOAS FESTAS


A novidade na decoração natalícia do nosso espaço tem o mérito dos alunos do 12º E, Curso de Artes, orientados pela professora Zélia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Reflexão sobre os critérios de apreciação da moralidade dos actos humanos (2)

Fruto do trabalho desenvolvido no âmbito do desafio do Dia Internacional da Filosofia 2010, pela professora Alberta Fitas e os seus alunos do 10º ano, aqui publicamos uma outra reflexão de duas alunas.


“O Herói do Metro”

Nos Estados Unidos, mais concretamente Nova York, Wesley Autrey, um cidadão comum, cumpria mais um dia de rotina, à espera do metro. Wesley não imaginava o que ainda estava para acontecer… algo que veio quebrar a sua rotina: um indivíduo que também se encontrava à espera do metro, desequilibra-se e cai para os carris, ficando inconsciente. O metro já se avistava ao fundo do túnel e Wesley sente-se no dever de salvá-lo.

Numa fracção de segundos, este atira-se para junto dele, num acto heróico. Este nova-iorquino tinha poucos segundos para salvar a vida deste desconhecido e consequentemente a sua vida. Move-se para o meio dos carris e debruça-se sobre o homem, permanecendo vinte minutos lá em baixo. Após tal acontecimento, Wesley encontra-se ileso de quaisquer danos, apenas o indivíduo foi levado para o hospital devido à queda.


Analisando filosoficamente este acto:


∞ Segundo Stuart Mill e o seu princípio da maior felicidade, devemos produzir maior grau de felicidade e o menor grau de infelicidade para a maioria das pessoas afectadas pela acção. Devemos agir com imparcialidade, procurando promover a felicidade ou o bem-estar da maioria e ao fazer isto estamos a fazer uma acção moralmente certa.


∞ Kant contraria Stuart Mill da seguinte maneira: devemos agir segundo o dever e de tal modo que as nossas acções possam valer para todo o ser, sem nunca infringir os deveres universais. Existem deveres morais absolutos que devem ser respeitados em todas as circunstâncias.


A acção levada a cabo por Wesley uma vez que trouxe, de facto, felicidade ao maior número de pessoas, é considerada moralmente certa, segundo o princípio de Stuart Mill. Segundo a filosofia de Kant, este acto seria justificável uma vez que ele arriscou a sua vida para salvar o outro, ou seja , agiu como gostaria que agissem com ele.


Actualmente, poucos são os homens que seriam capazes de fazer o mesmo que Wesley. Damos razão tanto a Stuart Mill como a Kant, pois apesar de este acto ter trazido felicidade a muitos, foi um grande risco e é isto que o distingue dos demais. É, portanto, um herói.


As alunas: Ana Lourenço, nº 2 e Leontina Djedjo, nº 13 – 10ºA1

Reflexão sobre os critérios de apreciação da moralidade dos actos humanos

Fruto do trabalho desenvolvido no âmbito do desafio do Dia Internacional da Filosofia 2010, pela professora Alberta Fitas e os seus alunos do 10º ano, aqui publicamos uma reflexão de um aluno.


Análise do acontecimento ocorrido no metro de Nova Iorque

Depois de ter tomado conhecimento da notícia do acidente em que um homem desmaiou, caiu para cima da linha-férrea do metro e foi salvo por outro senhor, pude reflectir sobre o acontecimento. Passo a explicar mais detalhadamente o sucedido: Cameron Holopeter ao desmaiar caiu em cima dos carris e outro senhor, chamado Wesley Autrey, ao ver o metropolitano aproximar-se, saltou para cima do outro senhor, de modo a protegê-lo entre os carris.

O acto de coragem do Sr. Autrey foi instintivo e não foi ponderado, logo não pode ser considerado uma acção. No entanto, Wesley tinha a intenção de salvar o outro senhor e tinha um motivo, que era fazer o mais correcto. Mas não sendo um acto deliberado, como pode ter uma intenção e motivo? Pode dizer-se que a escolha foi condicionada por factores culturais, visto que o Sr. Autrey “agiu” inconscientemente de acordo com os valores da sociedade já adquiridos por ele. Ao reagir, não calculou as consequências, muito provavelmente mortais, e tomou a decisão mais correcta que, possivelmente, não teria tomado se ponderasse. Ou seja, não houve liberdade de escolha (excluindo-se o livre-arbítrio), podendo ter sido pré-determinada por vários factores (Determinismo) ou completamente aleatória (Indeterminismo). Eu penso que a doutrina que se adequa a este acontecimento é o Determinismo, pois a atitude de Wesley resultou de valores que interiorizou e de uma personalidade corajosa e perspicaz (factores psicológicos). Também se pode dizer que foi condicionado por factores físicos, por ser ele a estar naquele local e naquele instante, tendo uma oportunidade exclusiva. No entanto, pode ter decidido, num ápice, a atitude correcta, pois poderia ter optado por não arriscar (caso tivesse tempo para decidir), e ,desse modo, a Teoria do Determinismo Moderado é adequada à descrição. Nesse caso, o Libertismo também poderia corresponder mas, na minha opinião, seria o Determinismo Moderado a corrente mais presente neste acidente porque relaciona a opção tomada por ele e o condicionamento de vários factores já referidos.

Pode-se concluir que foi uma boa acção, mas segundo os princípios de Stuart Mill ou de Immanuel Kant? De facto, ambos são adequados, pois qualquer um dos dois nos permite compreender e avaliar o que está a ser analisado.

Uma boa acção, segundo o princípio de Mill, é aquela que proporciona mais felicidade a um maior número de pessoas, que é o que se aplica neste caso: Cameron foi salvo, Wesley ganhou satisfação pessoal, a família e amigos decerto que ficaram muito contentes e as pessoas em geral, porque a sociedade tenta seguir este exemplo heróico. Desta maneira, melhora o bem-estar (obedece às regras de Mill). Caso Wesley não tivesse salvo Cameron, poderia arrepender-se da sua opção e iria ficar infeliz, tal como a família e amigos. Desse jeito, não seria considerado uma boa acção, segundo o princípio da maior felicidade.

Porém, se o sucedido for observado pelo ponto de vista de Immanuel Kant, também se pode considerar uma boa acção já que Wesley Autrey age de acordo com o que considera o seu dever e a atitude mais correcta. Se não tivesse salvo Cameron Holopeter, não teria sido a atitude mais correcta e não poderia ser considerada uma boa acção, porque a intenção do agente não corresponderia à alternativa mais correcta. Nesta ocorrência, pode-se dizer que para além de ter agido segundo o dever, respeitou os direitos das pessoas (direito à vida) e fez o mais correcto que assim seria considerado em todo o mundo. A coragem é um valor que se considera absoluto e objectivo, visto que todas as pessoas consideram o valor positivo, independentemente das épocas e lugar no mundo.

Pode-se concluir que o acontecimento ocorrido no metro é uma boa acção de todos os pontos de vista, o que não acontece com todas as acções.

Também se pode dizer que os valores afectam as nossas acções que, por sua vez, caracterizam a nossa maneira de ser, ou seja, os valores podem ser considerados factores que afectam a nossa personalidade, porque agimos segundo os nossos próprios valores e de maneira distinta.


Miguel Figueira, nº19-10ºA1

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Aquíferos à lupa

 A convite das professoras Augusta Carvalho e Aurora Carmo, um professor da Universidade do Algarve, Duarte Duarte, conduziu, ao longo da manhã do dia 30 de Novembro, uma actividade de conhecimento do funcionamento de aquíferos junto dos alunos do 10º do Curso de Ciências e Tecnologias.  
O  vídeo, que junto se anexa, testemunha o interesse dos alunos pelo tema e o seu empenho nas experiências realizadas, tendo em vista a consciencialização  para a necessidade de manter  em boas condições os reservatórios naturais de água doce subterrânea.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um presente literário oferecido na biblioteca

No âmbito do Projecto Ler+, decorreu, na Biblioteca, no dia 16 de Dezembro, pelas 21:00 horas, uma sessão de incentivo à leitura organizado pela professoras Ana Neto e Luísa Coruche. As turmas anfitriãs,
EFA continuação (área de competência CLC) e Oficina de Leitura e Escrita (Básico e Secundário), seleccionaram poemas alusivos ao Natal, e, intercalando com uma pequena ceia, com chá e doces, característicos da época, foram presenteando os elementos do CNO e os seus colegas a prosseguir estudos em regime nocturno com a leitura expressiva de poemas. A sessão terminou com a oferenda de «dizer poesia» por outros professores presentes.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um presente literário


Hoje, 16 de Dezembro, pelas 21:00, decorre na Biblioteca uma actividade no âmbito do Projecto LER+, da responsabilidade das professoras do Grupo de Português Ana Neto e Luísa Coruche e do Centro de Novas Oportunidades.
Esta actividade, intitulada, UM PRESENTE LITERÁRIO, constará da leitura expressiva de contos e poemas alusivos ao Natal e de uma pequena ceia com chá e doces característicos da época. Estão envolvidas as turmas EFA continuação (área de competência CLC) e Oficina de Leitura e Escrita (Básico e Secundário).
O nosso espaço já há uns dias que está bem decorado de acordo com a época natalícia que se celebra:




Árvore de natal concebida pelo 12º E ( Curso de Artes), sob orientação da professora Zélia

Feira de Natal






O dinamismo que costuma ocorrer no interior de cada sala de aula, passou, estes últimos dias, para o exterior. Diversas foram as turmas que se organizaram para montar uma feira de natal com produtos fabricados pelos próprios, tendo em vista a angariação de fundos para visitas de estudos.

Foi o caso da turma de Economia, 10º B:

A turma de Línguas e Humanidades, 12º C:
Os cursos profissionais:

Celebrar o Natal em Inglês e Alemão

Os professores de Inglês e Alemão, tendo por objectivos motivar os alunos para o uso das línguas inglesa e alemã no contexto específico de Natal e conscencializá-los para a importância do Natal como época de partilha de afectos, desafiaram os seus alunos a conceber postais de natal e a expô-los na sala de convívio. Os alunos dedicaram-se com gosto à tarefa e, com prontidão, realizaram trabalhos bem atractivos

Semana das Profissões

Nos dias 14 e 15 de Dezembro, na sala de convívio da nossa escola, estiveram em actividade diversas bancas alusivas a diferentes profissões. Sob a responsabilidade do FIR - Gabinete de Projectos da Fundação Irene Rolo, em conjunto com os professores António Miguéns, Margarida Correia e Anabela Florêncio, agentes mobilizadores de alunos, decorreram workshops e stands de divulgação com o objectivo de:
  • dar a conhecer as entidades da região com ofertas de educação/formação; 
  • promover o conhecimento de diversos perfis profissionais;
  • facilitar a definição de trajectórias profissionais,
  • dar a conhecer entidades empregadoras na região.
Registámos, em foto, alguns desses recantos bem activos:







quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PREAA - Contos do Mago - Sessão de animação na Biblioteca

Decorreu na Biblioteca, no passado dia 6 de Dezembro, entre as 11:40 e as 13:10, uma sessão do conto, no âmbito do projecto “Contos do Mago”, um Projecto de Educação Ambiental pela Arte (PREAA) da Direcção Regional de Educação do Algarve.

Estiveram presentes as turmas 10º A2, acompanhada pela professora Augusta Carvalho, e 11º E, acompanhada pelo Professor Reinaldo Barros, sendo esta uma actividade integrada nas disciplinas de Biologia/Geologia e Desenho, respectivamente. Para dinamizar a sessão, estiveram connosco Susana Rocha, Coordenadora Regional PREAA para o sotavento algarvio, e como contador Rui Afonso, o qual com grande entusiasmo e criatividade envolveu os alunos presentes e imprimiu uma dinâmica muito pessoal ao conto: “O caso do oceano remendado”.


Os Contos do Mago são uma recriação da história geológica do Algarve, com contos do imaginário e da autoria de Helena Tapadinhas, Coordenadora do Projecto, no qual o imaginário é chave de interpretação do território.

Após esta sessão, haverá ainda uma outra de “retorno do conto” e um ou mais percursos pedestres com os alunos a locais alusivos ao conto ou com testemunhos geológicos referidos no mesmo, a partir do qual os alunos desenvolverão trabalhos de carácter criativo e livre.

As professoras:
Augusta Carvalho (artigo)
Susana Rocha (fotos)
Ana Cristina Matias (edição e publicação)

Create your own video slideshow at animoto.com.

Saiba um pouco mais sobre o conto "O Caso do Ocenao Remendado" ciclando aqui.

Aceda à página do Projecto Contos do Mago

Era uma vez a República, de José Fanha

Agora também os livros têm trailer de apresentação:

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Solidariedade - Recolha de Natal

De 14 a 17 de Dezembro decorre, na nossa escola, uma RECOLHA DE NATAL. Este ano solicita-se que a comunidade escolar entregue alimentos e roupa para bebé.
Na Biblioteca, poderás apreciar o presépio tradicional algarvio:
searinhas, laranjas e o Menino Jesus em Pé

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PREAA - Contos do Mago na nossa BE

Hoje, dia 6 de Dezembro, decorre uma sessão de animação na Biblioteca com a presença de Susana Rocha. Esta inciativa é parte integrante das actividades do PREAA - Contos do Mago, de Helena Tapadinhas.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Comentário a um filme:Denise telefona /Denise Calls Up

Denise telefona /Denise Calls Up

Comédia EUA

Duração - 80’

Trata-se de um filme de 1995, assinado por Hal Salwen (realização e argumento) e com interpretação de Caroleen Feeney, Dan Gunther, Dane Wheeler-Nicholson e Timothy Daly, entre outros.

Denise telefona conta a história de um grupo de amigos nova-iorquinos, que trabalham através do seu PC e vivem demasiadamente ocupados para se encontrarem pessoalmente, acabando por comunicar apenas por telefone e fax...

Gale, Frank, Barbara, Jerry, Linda, Martin e Denise são todos trintões solteirões... mantêm, entre si, laços de afecto, confiam uns nos outros, seduzem-se, abandonam-se, vivem, nascem e morrem... ao telefone!...

Vivem todos estes momentos com intensidade, com emoção, mas sempre ao telefone... e agarrados ao seu PC!...

O filme pretende ser uma caricatura daquilo que é a tendência da sociedade actual, altamente tecnológica, supostamente com comunicação facilitada e paradoxalmente algo alienante; na era das tecnologias, em que coexistem imensos recursos de comunicação, falta tempo... falta ar puro... falta mar... falta um pouco de atitude contemplativa... a quem vive, 24 horas sobre 24, dentro de quatro paredes, a consumir magnetismo...

A única personagem que representa a contra-corrente, a que tenta sempre, é Denise, curiosamente a única que é filmada no espaço exterior...

Não obstante, Denise não é considerada protagonista do filme; antes, porém, é todo aquele colectivo que protagoniza o enredo e dá corpo à história.

Na opinião dos alunos, «é um filme risível (dizem uns), ridículo (dizem outros), saturante (adiantam ainda outros)...

[Embora se tivessem fartado de rir ao longo da exibição!...]

Epítetos que foram trabalhados na sessão de exploração, ocorrida a 11 de Outubro, dinamizada pela professora Edite Azevedo, que prontamente acedeu ao nosso convite e a quem manifestamos o nosso grato reconhecimento pela sua magnífica colaboração.
A professora Maria Teresa Afonso

Curso de Técnico Administrativo, 1º ano
Área Disciplinar - Sociedade, Tecnologia e Ciência
Unidade de Formação de Curta Duração ( UFCD) , TIC
EFA
Professores: Cristina Castilho, Nuno Rodrigues e Maria Teresa Afonso


Ficha Técnica

Frank TIM DALEY; Barbara CAROLEEN FEENEY; Martin DAN GUNTHER; Gale DANA WHEELER NICHOLSON; Jerry LIEV SCHREIBER; Linda AIDA TURTURRO; Denise ALANNA UBACH; Sharon SYLVIA MILES



Realização e Argumento HAL SALWEN; Director de Fotografia MICHAEL MAYERS; Décors SUSAN BOLLES; Montagem GARY SHARFIN; Música LYNN GELLER; Produtor J.TODD HARRIS; Produção DAVIS ENTERTAINEMENT & SKYLINE ENTERTAINEMENT PARTNERS; EUA 1995

Obs: Este DVD faz parte da colecção da nossa biblioteca e pode ser requsitado para exploração em contexto de sala de aula.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Visita ao Pavilhão do Conhecimento, Centro de Ciência Viva, Lisboa

A turma do 10.ºA2 recebeu um convite inesperado, vindo do Pavilhão do Conhecimento, Centro de Ciência Viva, de Lisboa.
No dia 25 de Novembro deveriam acompanhar, juntamente com os seus professores e Director da Escola, o aluno Carlos Teixeira, na recepção do prémio que este vencera na grande final europeia do concurso de vídeos TIME for NANO. Imediatamente todos aderiram!

Garantida a disponibilização do autocarro, por parte do Município, projectou-se um bom aproveitamento do dia. Nessa semana, SEMANA C&T 2010, a ciência e a tecnologia estavam na ordem do dia e por isso a turma participou na construção de robôs, a partir de Kits NXT da Lego, e envolveu-se, entusiasticamente, nas propostas dos monitores do Instituto Superior de Robótica de Coimbra, que orientavam o workshop.



De seguida, professora e alunos dirigiram-se ao auditório onde o Carlos iria receber o seu prémio. Aí, vir-se-ia a visionar os 2º e 3º Prémios e constatar-se-ia a enorme simplicidade, mas também a extraordinária criatividade do vídeo concebido, entre tantos participantes europeus, pelo nosso representante. Assim, na presença do Director da Escola, foram proferidas palavras de reconhecimento do valor do trabalho apresentado a concurso e de incentivo aos jovens cientistas, para que abracem desafios como estes. E a nossa escola também ganhou um prémio - um kit de nanotecnologia.

Existiam ainda muitas propostas aliciantes. O percurso pela sala interactiva Explora foi um desafio divertido e de partilha de descobertas, sobre fenómenos do dia-a-dia, mas perspectivados de um modo universal e científico.

E a exposição "SEXO...E ENTÃO?!"foi vivida num espírito de brincadeira e divertimento, ao mesmo tempo que iam absorvendo a informação que era transmitida. De destacar o aspecto gráfico desta exposição que nos seus variegados efeitos cromático e luminoso, bem como nos bonecos escolhidos para representarem os seres humanos, nos atrai de imediato e nos deixa uma sensação de alegria e doçura.

Ainda passeamos pela Exposição Amazónia Expedição, mas o relógio indicava-nos o fim de um dia, em Lisboa, muito bem passado. O exemplo do Carlos foi muito estimulante e todos reconhecemos as vantagens do Saber.

Profª Maria Alberta Fitas

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

BM : Audição comentada de CHOPIN, por João Miguel Cunha



Aceitem a nossa sugestão de ocupação de uma hora do vosso tempo livre este fim-de-semana:
Sábado, 27 de Novembro, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, pelas 17:00h,   João Miguel Cunha irá guiar a assistência  na audição do compositor Fréderic Chopin, "O poeta do piano".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia Internacional da Filosofia 2010 - Reflexão sobre uma questão relacionada com a Ética

Este ano, o desafio lançado pela Associação de Professores de Filosofia parte da questão « Que nos convém: prazer ou dever?, no âmbito da ética. A professora Alberta Fitas e os seus alunos das turmas A1, A2 e E, do décimo ano, requisitaram sessões de trabalho na nossa biblioteca e estão a produzir trabalhos sobre esse assunto.

A colecção que temos para uso dos nossos utilizadores tem várias obras sobre a Ética. Aqui damos destaque a três:
RACHELS, Jacques ( 2004)  Elementos de Filosofia Moral, Lisboa: Gradiva


«Um dos aspectos mais inovadores da obra é a integração de diversos problemas de ética aplicada, como a eutanásia ou os direitos dos animais, para ilustrar os problemas e teorias estudados. O leitor compreenderá assim a pertinência das teorias de Kant, Hobbes, Mill, Hume, Aristóteles, Anscombe e tantos outros dos filósofos estudados. »








                           SINGER, Peter ( 2000) Ética Prática. Lisboa: Gradiva
«Esta obra - clara, informada e muito bem argumentada - enfrenta alguns dos grandes desafios éticos do nosso tempo. Trata-se dos desafios éticos impostos pela fome no mundo, pelo equilíbrio ecológico do planeta, pela exigência de igualdade e pela moderna ciência médica, entre outros.»


SINGER, Peter ( 2004) Um só mundo: a ética da globalização. Lisboa: Gradiva
«O livro trata quatro grandes questões mundiais: as alterações climáticas, o papel da Organização Mundial do Comércio, os direitos humanos e a intervenção com fins humanitários, e a ajuda externa. Singer aborda cada uma destas questões fundamentais de uma perspectiva ética e apresenta alternativas à abordagem estadocêntrica que caracteriza actualmente a teoria e as relações internacionais.»
                                                              

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dia Internacional da Filosofia - 18 de Nov. 2010

Como noticiámos no início da semana, hoje celebra-se o Dia Internacional da Filosofia. As turmas A1, A2 e E, do 10º ano, orientadas pela professora Alberta Fitas, reservaram a Biblioteca para desenvolver a proposta de trabalho lançada pela Associação de Professores de Filosofia: uma reflexão sobre os critérios de apreciação da moralidade dos actos humanos.

Por dentro do episódio a «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan

Motivadas pela professora de filosofia Maria Alberta Fitas, as alunas Kristina e Marta, 10º , conceberam a seguinte reflexão sobre o episódio «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan:


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cosmos, de Carl Sagan


Eis uma boa sugestão de leitura que poderás requisitar para empréstimo domiciliário: Cosmos, Carl Sagan.
«Mostrando como a ciência e a civilização cresceram juntas, Cosmos é a história duma longa aventura de descoberta, a história dos homens e das forças que contribuíram para a edificação da ciência moderna»
in contracapa de
SAGAN, Carl, Cosmos, Lisboa: Gradiva, 1984 ( Ciência Aberta; 5)

Por dentro do episódio do Cosmos, «A Espinha Dorsal da Noite»















Comentário referente ao episódio da série Cosmos, “A Espinha Dorsal da Noite”, de Carl Sagan


A relação que vejo entre o vídeo a que assisti e os conteúdos dados na disciplina de Filosofia é grande. Carl Sagan diz que durante toda a nossa vida, desde o nosso primeiro batimento cardíaco até ao último suspiro, vamos evoluindo.
Podemos, com isto, estabelecer de imediato uma relação com a Filosofia. A Filosofia e, nomeadamente, os filósofos rejeitam a presunção de saber antes de começar a filosofar, tal como a criança, que ainda se encontrava em relativa ignorância do que era realmente o Mundo lá fora (ex: o local onde vivia o autor). Toda a Filosofia se baseia em interrogações (que podemos relacionar com as questões da criança) e que procura uma resposta coerente e com argumentos sólidos para a questão (tal como o jovem, que não descansaria até obter uma resposta com sentido).
Colocar questões é tão natural como respirar... Mas como teria sido a época em que a Ciência ainda não tinha respondido a muitas questões para as quais hoje já temos respostas?
Assim como no campo filosófico, na altura em que muitas questões não tinham resposta, havia várias interpretações quanto ao que eram estrelas (exemplos: chamas que eram acesas para lá do céu e que nós observávamos; gotas do leite da deusa Hera que iluminavam os céus.), também na Filosofia há várias análises e argumentações referentes ao mesmo problema (radicalidade e autonomia filosófica).


Há 25 séculos, em terras gregas, algo de novo aconteceu. Parece que todos começaram a sentir uma necessidade insaciável de obter respostas e certezas para tudo aquilo que mais os intrigava, parecia que o acto de entender todas as coisas que os rodeava era vida! Terá sido nesta altura que ocorreu a transição do Caos para o Cosmos, nomeadamente, de um universo organizado pelos deuses para um universo ordenado, com uma natureza regular e não totalmente imprevisível que originava a descoberta de factos. O Universo era compreensível!
Toda esta concepção do Mundo terá surgido na Grécia, visto ser um local isolado que não se cingia a ideias fixas e que permitia um pensamento livre. Assim é a Filosofia, uma actividade que não se baseia em algo pré-concebido, mas sim na observação e num pensamento próprio, com uma problematização inerente. A Grécia, um local de cruzamento de culturas devido à sua posição geográfica, gera uma variedade de línguas, ideias e pessoas, que obviamente resulta em Filosofia e consequentes questões filosóficas.
Foi há mais de 20 séculos que o conhecimento “desabrochou” na Grécia. Neste episódio, observam-se imensos casos como o de Tales de Mileto (que acreditava que o Mundo já fora um único mar e que a terra seca se devia a algo parecido à sedimentação), o de Anaximandro (o primeiro homem a realizar uma experiência), o de Empédocles (que se debateu com o enchimento e esvaziamento da clepsidra e descobriu o ar), o de Demócrito (que afirmava que toda a matéria era formada por átomos) e o de Pitágoras (que terá afirmado que a Terra é redonda e terá desenvolvido o famoso teorema). Mas Pitágoras dizia que as leis naturais podem ser desvendadas pelo pensamento puro, baseando-se apenas na observação sem qualquer experimentação...
Por todas as descobertas referidas anteriormente, e porque daquilo que eu sei todos eles são filósofos, podemos concluir que a Ciência e a Filosofia estão relacionadas, que obtêm respostas semelhantes, mas usam métodos diferentes até chegar a uma resposta.
Mas, afinal, qual é o método correcto? Poderá haver aqui alguma diferença? Mas, serão Ciência e Filosofia o mesmo? Será a Filosofia uma ciência?
Qualquer Ciência (Física, Biologia, Matemática, entre outras) inicia-se como Filosofia, visto que há uma sistemática curiosidade e problematização acerca de questões que normalmente não valorizamos. Logo por isto, podemos dizer que a Filosofia é uma ciência, mas num campo diferente do que a Geologia, a Química, a Geometria (que são ciências exactas), uma ciência humana.
Também percebemos que a ciência é a designação que se reserva para o que pode ser demonstrado com recurso a cálculos e experiências, para o saber que nos dá uma resposta precisa. Já a Filosofia dependendo também do pensamento humano, vive da argumentação logo, é considerada uma ciência humana.
Quem somos? Onde estamos? De onde viemos? Para onde vamos? Serão as questões que, geração após geração, surgirão para permitir uma descoberta ainda mais profunda do nosso Cosmos, do nosso amanhã... É nisto que a Filosofia e a Ciência se baseiam. Em algo por descobrir e em descobrir algo...


Carlos Moura Pereira Lucas Teixeira, nº4 do 10ºA2


FILOSOFIA – 10º Ano. Profª. Maria Alberta Fitas

terça-feira, 16 de novembro de 2010

«A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan


A nossa Biblioteca tem à disposição dos seus utilizadores toda a série Cosmos, de Carl Sagan, agora em suporte DVD.

Ocupa os teus tempos livres de forma proveitosa.

O episódio «A Espinha Dorsal da Noite» já se encontra disponível na Internet numa versão dobrada em português do Brasil:

Por dentro do episódio do Cosmos «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan

Numa das aulas de Filosofia da professora Maria Alberta Fitas foi visionado o episódio 7 da série Cosmos, de Carl Sagan. Eis uma das reflexões sobre essa actividade lectiva:



Sob o meu ponto de vista, o que achei mais importante do filme «A Espinha Dorsal da Noite», de Carl Sagan, foi:

A pergunta que o narrador faz logo de início é "O que são estrelas?", algo que o intrigou desde pequeno. Como não o intrigou só a ele mas a todas as crianças, o narrador conclui que todo o ser humano nasce com vontade de saber.

Apesar de não ter encontrado facilmente a resposta, considera-se sortudo. Vive numa época em que é possível encontrar respostas para estas perguntas, obtendo-as através de diversos meios, quer práticos, quer teóricos.

Há muitos anos, no tempo dos primeiros homens, a mesma pergunta teria sido feita, o que permite concluir que ao longo dos séculos o Homem manteve a sua inteligência e curiosidade. Nesse tempo não havia como explicar certos fenómenos, por isso a partir do que conheciam faziam analogias e comparações e arranjavam respostas/soluções para os explicar, e assim, a partir desta maneira de pensar, surgiram os deuses como responsáveis por todo o Bem ou Mal que acontecia.

Anos mais tarde, apareceram homens capazes de explicar com lógica os fenómenos da Natureza - os cientistas.

Um deles, Demócrito, descobriu coisas muito importantes como os átomos e a força do ar, esta última que parecia tão óbvia - o ar - foi descoberto realmente, por isso é importante descobrir o óbvio. Mas, como era de uma cidade que na altura era motivo de anedotas, nunca foi levado muito a sério. Logo, não importa o que façamos, pois estaremos sempre condicionados pelas nossas origens.

Estes homens contradiziam o que era então considerado correcto, por isso foram perseguidos e muitas vezes mortos. Quem tem o poder, o seu maior medo é ser contraditado por alguém bem suportado.

Descobrir o Universo e saber o que são estrelas é muito mais que isso. Imaginar uma galáxia, desta escolher uma estrela, depois observar um planeta e olhar para uma forma de vida é estarmos a olhar para nós. Descobrir o Universo é descobrirmo-nos a nós próprios. O Homem é parte do Universo. O Homem é um microcosmos.

Ricardo Rolim
10º A2